Já tem uns dias que o Outono chegou por aqui.

Não estou falando necessariamente de sabá ou aqueles festivais comuns da bruxaria, da wicca, roda do ano, enfim… Falo apenas da natureza e suas mudanças, sem muitos nomes. Só o bom  e velho outono. Folhas ficando amareladas, clima ameno. Roupas confortáveis, chá quentinho com chuva pela noite, perfumando o ar com o cheiro da terra molhada. Tem uns anos que só foco na estação, apenas, sem tentar associar com festivais, com deuses… Se eles vêm participar da minha pequena celebração, melhor ainda. Agradeço, pois fico profundamente grata, de verdade.

Este ano está sendo bem especial pra mim. Bem, a verdade é que toda vez que o Outono chega eu percebo umas mudanças incríveis. Minha vida parece entrar nos eixos. Gosto do clima e da vibe maravilhosa que esta época me traz. É algo muito precioso e pessoal, sabe? Mas este ano estou passando por mudanças ainda maiores. Ok, mudanças trazem imprevistos e uma baguncinha, porém, se é preciso uma baguncinha para trazer algo maior… eu abraço a baguncinha com todo amor.

E foi essa baguncinha o assunto da minha celebração.

Organizei meu altar com uma vela bonita, branca, cheia de ervas como artemísia e funcho. Coloquei uma xícara com chá de erva-doce. Alguns cristais voltados para harmonização. Não queria mais nada, mas… mas aí comecei a ouvir minha intuição (?) pedir um copo de leite. Um incenso de rosas. Coloquei.

Sentei, relaxei. Comecei a chamar pelo outono, a pedir que sua energia minguasse tudo que tivesse que morrer em minha vida. Que amarelasse, que caísse, que fosse transformado. Não preciso de nada superficial, de excesso de bagagem. Sou simples no que se trata de pessoas, de sentimentos, de vontades. Só tem duas coisas que tenho uma pequena coleção: maquiagem e tarot. Não conto os livros, pois acredito serem essenciais para minha vida de estudante dos mistérios. Só isso mesmo.

Sem querer, entrei numa meditação maravilhosa. Um transe que me levou a ver toda minha casa, como se eu estivesse caminhando por ela. E eu ia vendo o que me livrar, o que doar, o que queimar. Quando abri os olhos, tive certeza: eu precisava por aquilo em dia o mais rápido possível. Eu pedi, o outono mostrou. Claro que há mais! Contudo, a gente tem que aprender a dar um passo por vez, né?

Já fiz o que foi mostrado.

Hoje eu senti necessidade de um novo ritual. Sinto que, desta vez, alguns deuses querem bater um papo comigo.

Não tenho porque ter medo ou ficar desconfiada. Já deixei o altar organizado para mais tarde.

E vocês?

 

Até a próxima!

Rosea Bellator
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