Quando estamos no escuro, sem ideias do que fazer… Os deuses enviam mensagens.  Já recebi mensagens por meio de coincidências, repetição de palavras ou imagens no mesmo dia. Já recebi mensagens através de alguém que “sem querer” adivinhou o meu sonho. Já recebi mensagens através de amigos que sonharam comigo e minha divindade… Enfim, os sinais são tantos!

Hoje eu gostaria de falar dos sinais que Sekhmet já me enviou. Juro que gostaria de falar de muitos e muitos deuses, mas para tal, eu teria que cultuá-los… e não cultuo tantos deuses assim.

Esta Deusa maravilhosa não gosta muito de drama. Pelo menos é o que notei.

Seus sinais costumam ser claros. Nossos olhos é que estão nublados demais. Nossa mente é que está receosa demais. Todas as vezes que realmente me senti frágil, fraca, com medo de fazer algo… Ela enviou sinais, mesmo sem eu pedir. Em geral, ela começa a me mostrar imagens de leoas, leões. Alguém fala sobre ela. Sabe, definitivamente, não é todo dia que alguém me pergunta algo sobre Sekhmet. Às vezes fico um mês inteiro sem ver ninguém mais que fale dela… e nos dias que preciso de um sinal, olha só! Alguém precisa, urgentemente, me perguntar sobre ela!  E o mais surpreendente: alguém numa situação parecida com a minha. É como se ela esfregasse na minha cara como resolver o problema.

Quantas vezes eu fiquei com medo de me intrometer em algum assunto de alguma amiga. Deveria ou não ajudar tal pessoa com minha magia? Então eu dormia e acordava com um rugido. Os sonhos? Uma Mulher, com cabelos de fogo, me ajudando a ajudar alguém. Durante o dia? Tudo que faço envolve fogo, e, por mais que eu tente fazer magia natural, é o nome Dela que me vem na mente.

Até mesmo para escrever estes textos, seja na Oficina das Bruxas, ou no Templo da Leoa… Várias vezes eu pensei em escrever sobre outra coisa, mas é ela vem quem rugindo. Não entenda mal:  para nós, que cultuamos a deusa Sekhmet, quando ela ruge, nós sabemos diferenciar o tom. Em geral, o rugido é para chamar a atenção, para notarmos a presença dela. É para incentivar. É para trazer força. Às vezes é bronca sim, mas… mas é diferente.  O rugido vem tremendo o corpo inteiro quando é bronca, e me paralisa. Não consigo seguir adiante. Então paro e presto atenção nela. O que ela tem a me dizer? Quando faço isso, algo vem em mente, algo mais importante. Eu ia escrever sobre alguns livros, mas ela rugiu… e me mostrou sobre os sinais. Aqui estou eu.

Em seguida, vem aquele calorzinho que não nos deixa mal. Aquele calorzinho de abraço. Aquele abraço que só quem tem felinos em casa sabe. É um peso fofo, quentinho. Ela está ali, ao meu lado, observando o que escrevo. Observando meu estado. Se a frase vai saindo dos trilhos, sinto um bloqueio criativo. “Não é por aí. Apague. Volte”. Uma mãe absolutamente protetora, que orienta muito bem, ainda que  muito rígida quando preciso, e que sabe recompensar como ninguém.

Os sinais são vários.

Já precisei ouvi-la para saber se deveria aceitar uma proposta de trabalho, ou um simples convite para sair com algum “novo amigo”. Eu sou uma pessoa desconfiada por natureza. Costumo analisar toda a situação antes de dizer “sim” ou “não”. E tem vezes que não sei o que dizer, por não conseguir sentir energia alguma. Veja, como disse, eu sou desconfiada. Então, minha primeira reação sempre é ficar na defensiva. Se eu sinto a energia da pessoa, aquela sensação de “vai” ou “não vai”, então eu tomo uma ação definitiva. Quando não sinto, chamo por Sekhmet. Peço-lhe algum sinal. Vou? Aceito? Não aceito? Fico longe? Se, repentinamente, eu me sinto bem, entendo que posso ir. Se a coisa não melhora, e a cada segundo parece que tudo fica mais cinza… então mantenho a distância. Certamente, depois, irei consultar o tarot para entender o que aconteceu.

Raramente eu peço algum sinal específico à Sekhmet, pois ela é muito marcante. Ela sabe ser muito única. Não tem como errar. Estou na caminhada com ela há anos, e ela sempre usando o mesmo padrão.

Bem, o que eu quero dizer com tudo isso?

Confie na sua divindade. Talvez você esteja muito receoso… é normal. Eles sabem disso. Por isso, confie. Peça um sinal, espere por ele. Preste atenção na energia ao seu redor. Preste atenção nas pessoas que virão, preste atenção no que falarão. Se está começando agora o seu aprendizado com sua divindade, talvez seja interessante pedir algum sinal mais específico – claro, sempre tendo em mente o que é possível naquele momento. Aos poucos, com o tempo, você vai passar a entender melhor a energia da sua divindade… e vai ficar mais fácil a comunicação. Não apresse as coisas. Não ache que está só. Se esforce, sempre entendendo que tudo tem sua hora.

 

Até a próxima!

Rosea Bellator
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